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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Rússia quer provar até 2013 que 1 milhão de km2 do Ártico lhe pertence


Um representante do governo da Rússia disse nessa semana que o país pretende comprovar, até 2013, que uma área de mais de um milhão de quilômetros quadrados no Ártico faz parte de seu território, em meio a uma corrida com outros países pelo controle dos recursos minerais na região.
A declaração do conselheiro do presidente Dmitry Medvedev para as mudanças climáticas, Alexander Bedritsky, foi feita durante uma reunião internacional em Moscou para discutir a divisão do território do Ártico e a cooperação entre Rússia, Noruega, Canadá, Dinamarca e Estados Unidos.
Estima-se que a região do Polo Norte guarde cerca de 25% das reservas mundiais de petróleo e gás natural, e esses países, que têm territórios próximos ao Ártico, ainda não alcançaram um consenso sobre como dividir a área.
Bedritsky disse que seu país pretende apresentar à ONU dados adicionais entre 2012 e 2013 para comprovar que o país tem direito ao território que reivindica.
Cerca de 300 delegados tiveram essa semana em Moscou, discutindo as possibilidades de cooperação entre os países e as principais reivindicações por faixas de território.
Um ponto polêmico é uma montanha submersa conhecida como Cordilheira de Lomonosov. Em 2001, Moscou reivindicou o território, disputado com o Canadá, às Nações Unidas. O pedido foi rejeitado por falta de evidências de que o pico faz parte da plataforma continental onde fica a Rússia.
De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, o país precisa comprovar que a região submersa é uma extensão do território russo para ter direito de exploração sobre ela.
Há três anos, uma expedição russa colocou uma bandeira de titânio no solo oceânico sob o Polo Norte como gesto simbólico da reivindicação do país.

Brasil - um país de otimistas


Um levantamento realizado por um instituto de pesquisas americano aponta que os brasileiros estão divididos em sua avaliação sobre as condições gerais do país, embora sejam uma das populações mais otimistas entre os 22 países avaliados.
De acordo com a pesquisa, conduzida pelo Pew Research Center, 50% dos brasileiros estão satisfeitos com a situação geral do país, enquanto 49% se disseram insatisfeitos.
Mesmo assim, o Brasil tem a segunda população mais otimista entre os países avaliados, perdendo apenas para a China, onde 87% das pessoas se mostraram satisfeitas.
A economia parece ser um dos maiores motivos para o otimismo da população brasileira.
Segundo o levantamento, 62% dos brasileiros acham que a situação econômica nacional é boa, 75% acreditam que a economia do Brasil vai melhorar e 76% creem que o governo está fazendo um bom trabalho na área.
O levantamento também indica quais são as principais preocupações dos brasileiros.
Segundo o estudo, 85% dos pesquisados apontaram as drogas como um problema muito grave no país.
Em seguida, entre os mais citados como problemas graves, aparecem a criminalidade (citada por 83%), os políticos corruptos (79%), a desigualdade social (66%), a poluição (62%), as doenças infecciosas (58%) e os problemas econômicos (53%).
Entre os líderes políticos citados na pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a maior aprovação: 78% dos entrevistados dizem ter muita ou alguma confiança nele.
O pior índice é o do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com apenas 13% dos entrevistados afirmando terem alguma confiança nele.
Segundo o Pew Research Center, 84% da população acha que Lula tem uma influência positiva sobre a situação atual do Brasil.
Já 53% dos brasileiros entrevistados acreditam que o país se tornará uma potência global um dia.

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Enfim...EUA anunciam que o poço no Golfo do México foi selado


Autoridades dos Estados Unidos anunciaram neste domingo que o poço danificado pela explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México, no último dia 20 de abril, foi finalmente selado.
A explosão da plataforma Deepwater Horizon, operada pela empresa britânica BP, deixou 11 trabalhadores mortos e fez com que milhões de barris de petróleo vazassem no Golfo do México, no pior desastre ambiental da história dos EUA.
Segundo as autoridades americanas, um teste de pressão apontou que uma “tampa” de cimento colocada pela BP para selar permanentemente o poço danificado está funcionando.
O vazamento criou um desastre ambiental que atingiu diversos pontos da costa americana e também teve implicações políticas e econômicas, levando à renúncia do presidente-executivo da empresa, Tony Hayward, e causando a suspensão da exploração de petróleo em águas profundas por parte do governo dos EUA.
No início de agosto, o governo dos EUA anunciou que quase três quartos do óleo vazado foi recolhido ou decomposto de maneira natural.
Mas pesquisas recentes apontam que há uma grande camada submarina de óleo cru que se estende por 35 km a partir do local do vazamento.
Apesar do otimismo em relação à limpeza do Golfo, os danos à economia, à vida selvagem e ao ecossistema da região ainda são difíceis de serem avaliados.

China suspende diálogo de alto nível com Japão


A China suspendeu o diálogo de alto nível com o Japão, incluindo negociações sobre aviação e carvão, e prometeu retaliações após a prisão do capitão de uma embarcação chinesa por autoridades japonesas.
Mais cedo, um tribunal em Okinawa, no Japão, decidiu estender em 10 dias a detenção do capitão Zhan Qixiong, envolvido em uma colisão próxima a ilhas disputadas pelos dois países no dia 7 de setembro.
As autoridades japonesas acusam o pescador chinês de ter deliberadamente atingido uma embarcação da guarda-costeira japonesa e de ter obstruído o acesso de funcionários públicos japoneses à ilhas no Mar da China Oriental.
No Japão, o arquipélago em questão é conhecido como Senkaku e, na China, como Diaoyu.
“Exigimos que o Japão devolva o capitão chinês incondicionalmente e imediatamente. Se o Japão continuar a tomar o caminho errado, a China vai adotar medidas duras e o Japão terá de lidar com as consequencias”, declaração do Ma Zhaoxu, Ministério do Exterior chinês divulgada pela televisão estatal do país.
As ilhas disputadas ficam próximas a rotas marítimas de importância estratégica, além de estarem em uma área rica em peixes e onde acredita-se haver petróleo.
O Japão atualmente controla o arquipélago, mas ambos os países declaram ter posse das ilhas.

Brasil reduz mortalidade materna, mas em ritmo insuficiente diz OMS

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado nesta quarta-feira aponta que a taxa de mulheres que morrem devido a complicações na gestação ou no parto caiu pela metade no Brasil nas últimas décadas.
Entre 1990 e 2008, a taxa no Brasil passou de 120 mortes por 100 mil nascimentos para 58 mortes por 100 mil.
O ritmo de redução atual (de em média 4% ao ano no período), no entanto, ainda é insuficiente para que o Brasil cumpra a meta do milênio da ONU relacionada à mortalidade materna – que é de reduzir a taxa em 75% até 2015.
O estudo define mortalidade materna como mortes de mulheres durante a gravidez ou 42 dias após o parto, por causas relacionadas à gestação. As principais causas são: sangramento pós-parto, infecções, hipertensão e abortos inseguros.
A redução da mortalidade materna é considerada importante para garantir o cumprimento de outros objetivos do milênio, como a redução da mortalidade infantil e a adesão de crianças ao ensino primário.
A região campeã em mortalidade materna é a África Subsaariana, cuja taxa foi de 640 mortes por 100 mil nascimentos vivos em 2008. Para efeitos comparativos, esse índice é de 14 em países e territórios desenvolvidos e de 85 na América Latina e Caribe.
Há países que fizeram avanços significativos, como a China, que passou de uma taxa semelhante à brasileira – 120 mortes por 100 mil em 1990 – para 38 em 2008.

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